5 filmes de terror que fogem do óbvio

29.3.16

 Sempre gostei de sentir algo assistindo a filmes, pois acho que cinema é a arte da manipulação. Logo, ser manipulado a sentir qualquer emoção, inclusive medo, enquanto se assiste a um filme, é uma experiência que me interessa. Porém, ninguém merece aquelas obras que você já tem certeza do que vai acontecer por causa da fórmula que muitas produções comercias escolhem seguir. Então, eu como entusiasta de filmes de terror, selecionei alguns que fogem daqueles clichês que já conhecemos, como o grupo de jovens decidindo se separar; alguém descendo no porão ao ouvir um barulho que veio de lá; o assassino é morto, mas na verdade não morreu etc.

The Babadook, 2014


 Dirigido por Jennifer Kent, esse filme australiano conta a história de uma mãe que é perturbada pela morte de seu marido e tem que lidar com o medo de seu filho, que fala de uma presença monstruosa na casa em que vivem.
 Fotografia e direção de arte impecáveis, cheias de simbolismos, como a cor vermelha em meio a uma atmosfera acinzentada/azulada. O filme trata de um assunto mais humano do que você espera, tendo um final que envolve muito o psicológico. O Babadook é um personagem fascinante e me arrepia até hoje.

A Bruxa (The Witch), 2015


 Se eu não me engano, o filme ainda está em cartaz nos cinemas. Dirigido pelo iniciante Robert Eggers (foi o primeiro longa dele e ele já mandou muito bem) e com um elenco muito consistente, trata-se de uma família vivendo em 1630 nos Estados Unidos que é devastada por forças de bruxaria, magia negra e possessão.
 Trilha sonora, atuações e cinematografia estonteantes. A atmosfera é trabalhada com maestria, pois somos ambientados logo no início e essa ambientação é mantida. O ritmo pode ser lento para quem não é acostumado com esse tipo de montagem, mas não achei que chega a ser cansativo. O filme inverte a ideia de jumpscares (sustos inesperados) que são tão comuns nas produções de terror pasteurizadas que vemos hoje em dia, pois, o que é realmente assustador nele vem, geralmente, em cenas mais estáticas e lentamente construídas. Tem uma cena que envolve um corvo que marcou minha memória para sempre. O único ponto negativo, na minha opinião, são os minutinhos finais, pois não foram tão sutis como o resto do filme.

O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby), 1968

  Dirigido pelo famoso Roman Polanski, conta com Mia Farrow no papel de Rosemary. Um casal se muda para um apartamento e são cercados por vizinhos peculiares. Quando Rosemary tem uma gravidez misteriosa, ela começa a temer pela segurança do seu bebê.
 Um dos clássicos de terror, mas que nem todo mundo já ouviu falar. Não é muito gráfico, como O Exorcista, então é uma boa pedida para quem prefere algo visualmente mais leve. A história é muito envolvente e você fica paranoico junto da personagem.

Os Outros (The Others), 2001

 Dirigido por Alejandro Amenábar e com Nicole Kidman no elenco, mostra uma mãe que mora com seus dois filhos fotossensíveis e começa a suspeitar que a casa é assombrada.
 Traz uma atmosfera sombria com o bom uso da iluminação e da cinematografia. O cenário parecer ter vida (ou devo dizer, morte?). O que mais me chamou atenção foi a inversão da ideia de que o pior sempre acontece ao anoitecer, pois nesse filme a luz do dia é muito mais ameaçadora às personagens. Além disso, não esperava por esse final. Muito bem construído e mostra um lado da mediunidade que ninguém costuma considerar.

Corrente do Mal (It Follows), 2014

 Dirigido por David Robert Mitchell, tem um elenco composto quase inteiramente por adolescentes. Trata-se se uma força sobrenatural que é transmitida através da relação sexual.
 A premissa é um pouco complicada e o filme não responde a todas as dúvidas, mas a maioria. Essa maldição é passada de pessoa a pessoa por meio da relação sexual, assim como uma DST. Só afeta uma pessoa de cada vez e, para se livrar dela, é só passar para frente. Geralmente, em filmes de terror clichês, quem tem vida sexual ativa é sempre um dos primeiros a morrer. O que acho interessante nesse filme é que ele inverte essa ideia, pois, para sobreviver, é preciso ter relação sexual e passar a maldição para outra pessoa. Por causa disso, o filme gera muitas críticas à juventude e muitas análises foram feitas.

 Esses foram os filmes que consegui pensar para colocar lista, mostrando que, infelizmente, são poucos os que fogem do óbvio. Espero que tenham gostado!

3 comentários

  1. "Os Outros" está no meu top 5 filmes de terror, adoro essa vibe mais psicológica com finais que a gente nunca imaginaria!
    A Ilha do Medo com o DiCaprio também é demais, já assistiu? Beijos!

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    1. Já assisti sim, é muito bom mesmo! Porém considero mais como suspense e mistério do que terror. Beijos

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  2. Fiquei bem interessada em assistir todos, principalmente Os Outros e Corrente do Mal, que parece terem histórias bem inovadoras. <3

    Abraço,
    milenaschabat.blogspot.com

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